

QUEREM NOS COMER VIVOS
THEY WANT TO EAT US ALIVE
Preto Vidal
DATAS:
||| 12/03 - 11H
||| 13/03 - 11H
LOCAL:
||| Teatro Estelar
DURAÇÃO: 30 min
TEATRO
PESSOAS ENVOLVIDAS NO PROCESSO/
Persons involved in the process
Direção, dramaturgia Direction and dramaturgy - Preto Vidal
Assistência de direção/ Assistant director - Rô Albuquerque
Elenco/ Cast - Augusto Trainotti, Gustavo Braunstein, Victor Salomão, João Gabriel
Iluminação/ Lighting - Danielle Meireles
Trilha sonora/ Soundtrack - Humberto Vicente
Diretor de arte /Art director - Igor Romana
Sinopse
Três amigos se refugiam em um prédio abandonado durante um apocalipse zumbi. O caos parece ter tomado o mundo inteiro, mas o verdadeiro colapso acontece entre eles. Três são homens negros; e apenas um branco. O medo, a desconfiança e as diferenças raciais que sempre existiram, ainda que veladas, começam a emergir enquanto tentam sobreviver.
Synopsis
Three friends take refuge in an abandoned building during a zombie apocalypse. Chaos seems to have overtaken the entire world, but the true collapse happens among them. Three are Black men, and only one is white. Fear, distrust, and racial differences that have always existed—though often veiled—begin to surface as they struggle to survive.
ESCUTE O ARTISTA CONTANDO SOBRE O PROCESSO /
Listen to the artist talk about the process
TRANSCRIÇÃO DO ÁUDIO: Olá, boa tarde, eu sou o Preto Vidal, sou um homem negro, de cabeça raspada, tenho 33 anos, tenho 1,76m, tenho bigode e estou mandando esse áudio para explicar um pouco sobre o projeto Querem Nos Comer Vivos.
Querem Nos Comer Vivos nasce no final de 2025, a partir de uma urgência para falar um pouco sobre a questão do genocídio, sobre o genocídio negro.
Então, a partir dessa provocação, dessa angústia, dessa sensação de que essa questão nunca é sanada, Querem Nos Comer Vivos, vem a partir justamente de poder falar disso, mas talvez num outro lugar, que é no lugar da ficção.
Então, por isso, eu escrevi esse projeto pensando na linguagem do terror, que é uma pesquisa que eu já faço, mas pensando também para falar um pouco desses personagens como se eles estivessem em um apocalipse zumbi.
Então, é uma pesquisa que está vindo com bastante energia, bastante lugar de teatro físico, bastante lugar da ação, do suspense e da palavra também.
A gente tem tentado brincar muito com essa coisa do frenético, de uma urgência, de entender para onde que vai culminar todas essas questões que a gente tem tentado levantar.
Querem nos Comer Vivos faz parte de uma equipe com quatro atores em cena.
São três atores negros, um ator branco. O resumo mais ou menos da peça fala um pouco sobre essa história de três amigos que estavam simplesmente tendo uma vida num bar, até que de repente estoura um apocalipse zumbi e eles vão se deparar e se esconder dentro de um prédio abandonado.
Só que no meio dessa confusão, um dos amigos, que é o amigo branco, foi mordido e ele acaba não avisando para os outros amigos.
E aí isso acaba dando uma confusão maior ainda.
Então é um pouco isso, tanto para trazer um pouco de se questionar e discutir sobre desigualdades de classe e também desigualdade de raça.
Acho que é um pouco isso.
Transcripton: Hello, good afternoon. I’m Preto Vidal. I’m a Black man with a shaved head, I’m 33 years old, 1.76 meters tall, I have a mustache, and I’m sending this audio to explain a bit about the project Querem Nos Comer Vivos.
Querem Nos Comer Vivos was born at the end of 2025 from an urgency to speak about genocide — specifically, Black genocide.
From this provocation, this anguish, this feeling that the issue is never resolved, Querem Nos Comer Vivos emerges as a way to address it, perhaps from another place — the place of fiction.
That’s why I wrote this project using the language of horror, which is already part of my research, imagining these characters as if they were inside a zombie apocalypse.
It’s a work coming with a lot of energy, strongly rooted in physical theater, in action, suspense, and also in the power of the word.
We’ve been experimenting with this sense of frenzy, of urgency, trying to understand where all these tensions we are raising might ultimately lead.
Querem Nos Comer Vivos features a cast of four actors on stage: three Black actors and one white actor. The play revolves around three friends who were simply living their lives at a bar when suddenly a zombie apocalypse breaks out. They end up hiding inside an abandoned building.
In the middle of the chaos, one of the friends — the white friend — has been bitten but chooses not to tell the others.
And that omission generates even greater conflict.
The piece seeks to question and discuss class inequalities as well as racial inequalities.
I think that’s it.
Minibio
Formado pela Escola Livre de Teatro de Santo André, carrega no olhar a pulsação de quem aprendeu com mestres como Cida Almeida, Eduardo Silva e Cristiane Paoli Quito. Sua experiência com a palhaçaria e a máscara ressignifica o humor como possibilidade de revelar medos profundos, por que não, monstruosos. Entre a dança contemporânea e a investigação de um corpo cotidiano, tornou-se intérprete na Cia Mais Companhia.
Short biography
Trained at the Escola Livre de Teatro de Santo André, he carries in his gaze, the pulse of someone who learned from masters such as Cida Almeida, Eduardo Silva, and Cristiane Paoli Quito. His experience with clowning and mask work reframes humor as a way of revealing deep—perhaps monstrous—fears. Moving between contemporary dance and the investigation of the everyday body, he became a performer with Cia Mais Companhia.




