

INÍ BERÊ: Somos todos estrangeiros
INÍ BERÊ – We are all foreigners
Cia Aya
DATA:
||| 08/03 - 14H
LOCAL:
||| Teatro da Vertigem
DURAÇÃO: 60 min
TEATRO
PESSOAS ENVOLVIDAS NO PROCESSO/
Persons involved in the process
Dramaturgia/ Dramaturgy: Jessica Mendezz
Direção/ Direction: Thaís Dias
Elenco/ Cast: Jessica Mendezz, Jefferson Mathias, Andrei Gonçalves, Julio Rhazec Tamara Castro
Preparação de elenco/ Cast coaching: Fagner Saraiva
Direção Musical/ Musical direction: Julio Rhazec
Orientação Dramatúrgica /Dramaturgical guidance: Fábio Kabral
Cenografia/ Set design: Eliseu Weide
Figurino/ Costumes: Will Sousa
Iluminação/ Lighting: Lucas Auoran
Sinopse
Iní Berê – Somos Todos Estrangeiros é uma aventura afrofantástica sobre Okan, menino baiano de 12 anos que não se sente pertencente e questiona seus dreads. Guiado por um amuleto da avó, ele atravessa o mar até Kizazi, ilha ancestral afrofuturista. Lá, com a jovem Jeli chamada com Iní Berê, ele vive uma jornada entre ancestralidade, tecnologia e espiritualidade, celebrando infâncias negras e o reconhecimento das próprias raízes.
Synopsis
Iní Berê – We Are All Foreigners is an Afrofantastical adventure about Okan, a 12-year-old boy from Bahia who feels he does not belong and questions his dreadlocks. Guided by an amulet from his grandmother, he crosses the sea to Kizazi, an ancestral Afrofuturist island. There, alongside a young Jeli called Iní Berê, he experiences a journey through ancestry, technology, and spirituality, celebrating Black childhoods and the recognition of one’s own roots.
ESCUTE O ARTISTA CONTANDO SOBRE O PROCESSO /
Listen to the artist talk about the process
TRANSCRIÇÃO DO ÁUDIO: Olá, Jéssica Mendes aqui. Eu sou idealizadora do Projeto INÍ BERÊ. Trabalho como arte educadora também no Ensino e Educação, com parceria com Fundação Cultural Cassiano Ricardo, aqui na minha região de São José dos Campos.
E como arte educadora, eu tenho vivenciado algumas experiências racistas entre as crianças pretas nas escolas que eu dou aula, que são de regiões periféricas. E ter visto as minhas crianças pretas cometendo racismo com elas mesmas dentro da sala de aula foi um impacto muito doloroso para mim.
E eu lembro que a primeira coisa que eu pensei de o que eu poderia fazer como artista e como arte educadora para poder auxiliar as crianças na aceitação da sua pele, da aceitação dos seus cabelos, para educar as crianças não negras a não cometerem racismo com outras crianças e abrir esse espaço de identidade, de aceitação.
Então, vem em INÍ BERÊ, contando a história de um menino, o Okan, que vive na Bahia, entre os seus, e que acaba vivenciando também o racismo, além dele ser uma criança autista. Então, ele se encontra desencaixado duas vezes dentro da sociedade, mesmo entre os seus, e também por questões atípicas, né?
E ele passa por essas dores dos seus cabelos, por ser uma criança com dreads grandes, mas só que ele viaja, a um lugar, a um espaço ancestral que resgata toda a identidade dele e que faz ele entender a beleza, a essência e a potência da sua identidade. E do quão isso é forte a ponto dele querer retomar para o seu espaço e compartilhar com outros como ele.
Então, essa é a ideia do projeto.
Transcription: Hello, this is Jéssica Mendes. I am the creator of the INÍ BERÊ Project. I also work as an arts educator in teaching and education, in partnership with the Fundação Cultural Cassiano Ricardo, here in my region of São José dos Campos.
As an arts educator, I have experienced racist situations among Black children in the schools where I teach, which are located in peripheral neighborhoods. Seeing my Black students committing racism against each other inside the classroom was a very painful impact for me.
I remember that the first thing I thought was: what could I do as an artist and as an arts educator to help children embrace their skin, embrace their hair, to educate non-Black children not to commit racism against other children, and to open up this space for identity and acceptance?
That’s how INÍ BERÊ came about. It tells the story of a boy, Okan, who lives in Bahia among his own people, and who also experiences racism — in addition to being an autistic child. So, he feels out of place twice within society, even among his own community, and also because of his atypical condition.
He goes through the pain related to his hair — he is a child with long dreadlocks — but he travels to an ancestral place, a space that restores his identity and helps him understand the beauty, essence, and power of who he is. He realizes how strong this identity is, strong enough for him to return to his community and share it with others like him.
So, that is the idea of the project.
Minibio
A Cia. Aya é um grupo de teatro negro de São José dos Campos (SP), fundado em 2020 por Jéssica Mendezz. Desenvolve pesquisas em diáspora negra, ancestralidade, identidade preta e afrofuturismo, criando obras que articulam dramaturgia, movimento e tecnologias ancestrais. Em seu repertório estão os espetáculos Iní Berê – Somos Todos Estrangeiros (PROAC 2025), 88 (Oitenta e Oito) (PROAC 2021), Gashan XVIII (RJ), Des-locada (FCCR) e Circulou por festivais e unidades do SESC e SESI (2023–2024).
Short biography
Cia. Aya is a Black theater group from São José dos Campos (SP), founded in 2020 by Jéssica Mendezz. The group develops research-based work centered on the Black diaspora, ancestry, Black identity, and Afrofuturism, creating works that articulate dramaturgy, movement, and ancestral technologies. Its repertoire includes Iní Berê – We Are All Foreigners (PROAC 2025), 88 (Eighty-Eight) (PROAC 2021), Gashan XVIII (RJ), Des-locada (FCCR), and tours through festivals and SESC and SESI venues (2023–2024).




