

BAAL - O MITO DA CARNE
THE BAAL - MYTH OF THE FLESH
Teatro do Incêndio
DATAS:
||| 07/03 - 20H
||| 08/03 - 11H
LOCAL:
||| Teatro do Incêndio
DURAÇÃO: 120 min
TEATRO
PESSOAS ENVOLVIDAS NO PROCESSO/
Persons involved in the process
Marcelo Marcus Fonseca
André Pottres
Josemir Kowalick
Stella Rocha
Anna Bia Viana
André Pereira Lindenberg (Dedéco)
Cintia Gasparetto
Xantilee Jesus
Rafaella Tomé
Vanda Dantas (direção de produção)
Sinopse
Fase de improviso de cenas em cima do texto com as palavras do autor: leitura ou fragmentos de cena em pé, com movimentos e partes de rudimentos da encenação e canções prontas. Cenas soltas, dando indícios do projeto estético pesquisado. A música ao vivo está acompanhando o trabalho da atuação em improviso conjunto.
Synopsis
An improvisational phase of scenes based on the text using the author’s own words: readings or standing scene fragments, with movement and elements of staging rudiments and finished songs. Loose scenes offer clues to the aesthetic project under investigation. Live music accompanies the acting work in collective improvisation.
ESCUTE O ARTISTA CONTANDO SOBRE O PROCESSO /
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TRANSCRIÇÃO DO ÁUDIO: Baal é o primeiro texto de Bertolt Brecht e é o primeiro espetáculo da Companhia Teatro do Incêndio.
Esse espetáculo nasceu numa sala de ensaio depois de dez meses de pesquisa, de preparo, de ensaios intensos, e hoje, 30 anos depois, a ideia é revisitar essa estética, revisitar esse espetáculo, reler Baal sem mexer no texto, nesse desafio, sem mexer na escrita, na dramaturgia, que foi composta de cinco versões que o Brecht escreveu sobre essa peça no decorrer da sua vida, fragmentos que ele deixou sobre esse personagem e pensamentos que ele deixou sobre essa peça.
É uma tradução única do Teatro do Incêndio e é uma versão única desse texto, fazendo uma costura entre essas versões e criando uma narrativa, de alguma forma, com começo, meio e fim.
A nossa ideia é confrontar o pós-guerra que o Brecht vivia quando escreveu esse espetáculo, esse texto, confrontar com o pré-guerra e talvez um pós-guerra que a gente também já esteja vivendo, um pós-guerra moral, um pós-guerra ético, um pós-guerra que anuncia um pouco a falência do humanismo nesse momento, onde o niilismo, de alguma maneira, passa a tomar conta também dos pensamentos e dos caminhos.
Mas o que significa hoje, diante das tecnologias novas, como dizia Brecht, você tem de fazer teatro para as pessoas da era científica. Aqui também pensamos que temos de fazer teatro para as pessoas da era tecnológica, muito embora o espetáculo não faça uso de elementos tecnológicos.
Transcripton: Baal is Bertolt Brecht’s first text and also the first production of Teatro do Incêndio. This production was born in a rehearsal room after ten months of research, preparation, and intense rehearsals. Now, thirty years later, the idea is to revisit this aesthetic, to revisit this production, to reread Baal without altering the text—taking on the challenge of not changing the writing or dramaturgy, which is composed of five versions Brecht wrote over the course of his life, fragments he left about this character, and thoughts he left about this play.
It is a unique translation by Teatro do Incêndio and a singular version of the text, stitching together these versions and creating, in some way, a narrative with a beginning, middle, and end.
Our idea is to confront the postwar period Brecht was living through when he wrote this play with the prewar—and perhaps a postwar—that we may also already be living through: a moral postwar, an ethical postwar, a postwar that signals a kind of collapse of humanism at this moment, where nihilism, in some way, begins to take over thought and direction.
But what does it mean today, in the face of new technologies—as Brecht said, you must make theater for people of the scientific era? Here, we also believe we must make theater for people of the technological era, even though the production itself does not make use of technological elements.
Minibio
O Teatro do Incêndio foi criado em 1996 por Marcelo Marcus Fonseca e Wanderley Martins. Sua primeira peça foi “Baal”, de Bertolt Brecht e, entre outros mais de 30 espetáculos estão: "São Paulo Surrealista", "Rebelião - O Coro de Todos os Santos", "O Santo Dialético", de Marcelo Marcus Fonseca e "Pano de Boca", de Fauzi Arap, "Joana d'Arc - A Virgem de Orleans", de Schiller, “A Boa Alma de Setsuan, de Brecht, "La Ronde", de Schnitzler, “O Balcão”, de Genet e “Beatriz Cenci”, de Artaud”.
Short biography
Teatro do Incêndio was founded in 1996 by Marcelo Marcus Fonseca and Wanderley Martins. Its first production was Baal by Bertolt Brecht. Among more than 30 productions are São Paulo Surrealista, Rebelião – O Coro de Todos os Santos, O Santo Dialético (by Marcelo Marcus Fonseca), Pano de Boca (by Fauzi Arap), Joana d’Arc – A Virgem de Orleans (by Schiller), The Good Person of Szechwan (by Brecht), La Ronde (by Schnitzler), The Balcony (by Genet), and Beatriz Cenci (by Artaud).




